SÃO PAULO, O ESTADO REFERÊNCIA EM SEGURANÇA. OU: PORQUE O GOVERNO FEDERAL NÃO DEVE SE INTROMETER EM SÃO PAULO II

14/03/2013 12:23

 

Por Alessandro Barreta Garcia

www.alessandrogarcia.org

 

 

Em 08-11-2012 na coluna “Ocupação da Vila Cruzeiro/RJ – Ou porque o Governo Federal não deve se intrometer em São Paulo” [1], eu já havia explicado que a cidade de São Paulo conforme os números racionais é o Estado mais seguro, ou seja, o menos violento do Brasil.

Indicava conforme Reinaldo Azevedo apresenta que: “Em 10 anos, segundo o Mapa da Violência, o número de homicídios por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo caiu 67% — de 42,2 para 13,9 (hoje, está abaixo disso). A queda não se deu apenas em números relativos, não! Em 2000, houve 15.631 assassinatos no Estado; em 2010, 5.745 — queda, pois, de 63,2 em números absolutos” (AZEVEDO, 2012)[2].

Apesar do grande surto de violência e da grande exposição da mídia governista, o Estado de São Paulo possui inequivocamente o mais baixo índice de violência do Brasil, é fato[3]. Apontei também que não era preciso ocupar São Paulo com tanques de guerra, porque o Estado não precisa da ajuda federal. Aliás, deveria treinar as forças federais. São vários os motivos para não aceitar tal ajuda, sendo que dois deles eu destaco. Primeiro porque o Estado é o menos violento, e segundo porque o governo federal utiliza-se das ocupações para meramente fazer propaganda eleitoral.

O que observamos em São Paulo é um aparelhamento da mídia em busca de um só objetivo, agredir o governo paulista para que este se mostre impotente frente o crime organizado. É claro que isso é um absurdo, pois, os dados indicam que o descontrole ocorre no Rio de Janeiro, Santa Catarina entre outros Estados ainda piores.

Como bem explica Reinaldo Azevedo: “No estado governado pelo PSDB, o principal adversário do PT, o surto de violência logo ganhou uma coloração política, de caráter partidário. Contra as evidências, contra os fatos, Cardozo acusou o governo do estado, em especial o então secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, de ter recusado a ajuda da União. Era mentira. Documentos, estes sim, demonstraram o contrário” [4].

O Estado de São Paulo é constantemente atacado por motivos ideológicos e grande parte da impressa esforça-se para desqualificar a melhor segurança do país. Entretanto, o cidadão honesto intelectualmente não acredita em sub-jornalismos, em sensacionalismo barato, a verdade é que a violência ocorre em todos os Estados, e São Paulo querendo ou não é o menos atingido.

Aceitar ajuda federal não só não resolve o problema como também não é essa a intenção, apenas servirá aos interesses políticos partidários como observamos no Rio de Janeiro e agora em Santa Catarina. Paulistano não é tonto, sabe o que é melhor para o seu Estado. O que assistimos no Rio de Janeiro e Santa Catarina é muito claro, são os Estados aliados fazendo o dever de casa. Onde encontramos a oposição? Acorda Brasil.

            Por fim, a segurança pública de São Paulo apesar de se configurar como a melhor do país, ainda não parece estar informando a população de que o Estado na categoria de policia é o agente legitimo, devendo creditar nela, autoridade para manter a ordem. Por exemplo, a população de forma alguma pode se evadir de uma blitz policial, pois, tal atitude coloca em risco não só a vida da autoridade policial como a do cidadão, e este deve estar informado quanto a isso, do contrário o Estado se omite em sua função, que é também educativa.

Publicado originalmente em:

http://aliancacidada.wordpress.com/2013/02/27/sao-paulo-o-estado-referencia-em-seguranca-ou-porque-o-governo-federal-nao-deve-se-intrometer-em-sao-paulo-ii/