Mini Manual da Comissão da Verdade ou o Decálogo da “Enrabação”

09/12/2011 12:04

Em solidariedade ao recente movimento de louvação ao vate do terrorismo, Carlos Marighella, cuja obra é considerada pela Academia Brasileira de Letras um clássico da literatura universal, sugerimos com os mesmos propósitos daquela incomparável obra – prima, a instituição de um mini manual para usufruto da Comissão da Verdade:

 

Primeiro - Não deixar escapar nenhum Agente da Repressão constante do listão.

- O importante é que a punição seja exemplar para que nunca mais os fantasiados de verde - oliva e simpatizantes se metam a besta.

 

Segundo - Não duvidar dos pobres e inocentes “torturados”.

- Acreditar, piamente, nas alegações dos coitados “torturados”, ainda mais que os “torturadores” nunca serão escutados. Como quem cala consente, trolha neles.

 

Terceiro - Não deixar de divulgar e tripudiar o nome dos acusados.

- Partir do principio de que um paladino da subversão não mente jamais, e quaisquer acusações e nomes que surjam nas investigações deverão ser divulgados sem piedade. Doa a quem doer.

 

Quarto - Não aceitar provas que possam aliviar o peso da lei que deverá recair na cabeça dos agentes acusados.

- Embora tal medida já esteja prevista nos Estatutos da Comissão, os seus membros não poderão ler obras como a “Grande Mentira”, “A Verdade Sufocada”, e outras que constam no index do governo petista por desvirtuarem a verdade.

 

Quinto - Não admitir alegações de que os “torturadores” agiam cumprindo ordens.

- Considerar que os “torturadores” cumpriam ordens da ditadura militar, portanto as ordens careciam dos respaldos legais.

 

Sexto - Não questionar se os “torturados” pretendiam instalar uma ditadura comunista.

- Repudiar a acusação. É conhecido de sobejo que os “torturados” ansiavam por decretar a vigência de uma democracia tipo marxista – leninista.

 

Sétimo - Não aceitar qualquer alegação para minimizar atos falhos.

- Não esquecer que as simples ameaças do tipo “é bom confessar senão vais levar umas tapas”, mesmo que as tapas não tenham sido aplicadas, o stress da ameaça, causou danos morais irreparáveis, que nem uma polpuda indenização poderá minimizar.

 

Oitavo - Não deixar de aplicar aos “torturadores” a máxima sentença.

- Sempre que possível apoiar, explicitamente, o projeto de lei da deputada Luiza Erundina que prevê o fim da Lei da Anistia e a execução dos “torturadores” em hasta pública.

 

Nono - Não justificar a tortura por causa do terrorismo.

- Tortura é crime em qualquer circunstância; terrorismo, com propósitos humanitários e/ou libertários e/ou ideológicos, não.

 

Décimo - Não se esquecer de por em praticar a máxima cubana “Com escrotidão, porém com ternura”.

 

- Em caso de dúvida, mesmo diante de tantos casos escabrosos e histórias inverossímeis, não esquecer que o acusador sempre tem razão e se praticou um ou dois atos terroristas, por sua determinação e coragem, deve ser enaltecido como um herói.

 

Brasília, DF, 06 de dezembro de 2011

 

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

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