Me engana que eu gosto

24/08/2011 12:30

 

     Aproveitando a onda de descobertas de um rosário de falcatruas engendradas no seio dos Ministérios, entidades do Estado aos serviços do petismo, por inexorável incapacidade de acobertamento, diversos patifes estão patinando nas suas imundices.

     Por incrível falta de muitas coisas, de bom senso, de mancômetro, temos escutado cumprimentos à presidente por portar – se tal qual o esdrúxulo Jânio Quadros com sua vassoura de araque, recebendo loas por sua novel função de faxineira.

     Ledo engano. Na sua maioria, os acusados de hoje, talvez por excesso de confiança ou por sua longa ficha corrida de gatunagens, deixaram extensos rabos de fora, tanto que as suas patifarias surgem de modestas reportagens investigativas. A podridão vem à tona sem qualquer ação ou descoberta pelo aparato policial ou judicial.

     Portanto, nenhum miserável deslize foi descoberto por ação da máquina governamental.

     De repente, o escândalo. E o desgoverno, pesando os prós e os contras, impedido de conter a avalanche, por imposição, e mesmo a contragosto, tem que adotar alguma medida.

     Daí a faxina.

     A faxina dependerá do tamanho e dos laços familiares do peixe que cair na rede. Se fosse da oposição, a PF receberia a ordem de trancafiar o meliante, se não; todo o cuidado é pouco. Dependendo do trato não amigável com o indiciado, lá se vai uma pretensão por água abaixo, lá se vai a aprovação de alguma lei ou projeto de interesse do desgoverno.

     Assistimos como os interesses se somam e as mais nobres atitudes rolam por terra quando acenam com a criação de uma CPI, que em geral não chega a lugar nenhum, mas que invariavelmente destampa fedorentas panelas.

     Em geral, os meliantes foram selecionados e apadrinhados pelo desgoverno e seus partidos coligados. São velhos conhecidos, e amiúde fazem parte da velha herança do desgoverno anterior. Herança que contou com a valiosa colaboração da atual mandataria. É uma súcia de celerados que se eterniza no poder.

     Acreditem que  a faxina sempre irá até certo ponto, se chegar às dependências dos interesses de seus correligionários importantes ou nos nichos ocupados pelos seus integrantes, ela será torpedeada imediatamente, e os órgãos policiais serão tolhidos nas suas investigações.

     No passado era vergonhoso como as autarquias eram usadas para o apadrinhamento de gestores escolhidos a dedo para utilizá - las aos serviços do próprio e dos partidos políticos.

     Aqueles gestores, que primavam pelo desconhecimento mínimo na atividade, afundavam, literalmente, a entidade, além de utilizá-la para negócios escusos e fajutas licitações. Com a privatização, acabou - se a mamata. Aquelas empresas, livres dos seus parasitas, em geral progrediram.

     Hoje, por outro lado, podemos afirmar que os Ministérios foram privatizados, ou melhor, transformados em feudos do petismo. 

     Depois, segundo os interesses, como moeda de troca, são sublocados para os partidos amigos.

     Não se enganem, estamos diante de um falso brilhante, de um raciocínio tatibitate, de uma marionete com algumas dificuldades de expressar - se.  

Brasília, DF, 22 de agosto de 2011.

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

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