A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA POLÍTICA DE ARISTÓTELES

19/08/2011 00:56

Por Alessandro Barreta Garcia

 

É importante ressaltar que para Aristóteles, o sistema educacional da cidade começa muito antes do próprio nascimento de uma criança, e o fim desta educação é sempre a busca da felicidade (ARISTÓTELES, 1985).

Importante também é notar que a cidade é a junção de pequenas famílias que formam um povoado e a junção de vários povoados formam, finalmente, a cidade, nesse sentido a família é a primeira célula da cidade e a mais importante. No entendimento de Aristóteles, o todo prevalece sobre as partes, assim como a cidade prevalece sobre as famílias e povoados, porém não a cidade sem famílias. No Brasil o Art. 226 da Constituição garante que: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”. Sendo que, “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento” (BRASIL, 1988). Dessa forma Aristóteles é a grande inspiração constitucional para a garantia da perpetuação da espécie.

Aristóteles defende com a seguinte orientação, “quando todo o corpo é destruído pé e mão já não existem” (ARISTÓTELES, 1985, p. 15). O ser humano, nesse caso, necessita da cidade, é parte integrante dela, e se não for, suas funções se perderão. O ser humano é subordinado à cidade, assim como a mulher e a criança são subordinados aos homens. No caso da criança, sua realidade é descrita da seguinte forma:

 

A criança ainda não é completamente desenvolvida, e portanto suas qualidades obviamente não podem ser consideradas apenas em relação a ela mesma, e sim ao homem inteiramente desenvolvido, ou seja, à pessoa que tem autoridade sobre ela (ARISTÓTELES, 1985, p. 33–1260b).

 

Certamente, que, considerando a criança em relação ao homem já bem formado, se distinguirá suas potencialidades, pois suas ações ainda não são consideradas suficientes.

Ficando claro que as partes de um todo constituem a formação da cidade e certos que as famílias são constituídas de homens, mulheres e crianças, é possível perceber que a educação das crianças deve ser direcionada a partir da constituição formal do estado, portanto deve ser pública.